Site icon جريدة اليوم السابع المغربية

O Marrocos está a ferver e a mão que acende o fogo controla o Estado… Quem responsabilizará Abdellatif Hammouchi?

Repressão, pobreza, mortes em hospitais e meios de comunicação comprados… Enquanto os aparelhos de segurança vendem ilusões ao regime, é o povo quem paga o preço.

O Marrocos em ebulição: quem responsabiliza Hammouchi num país onde grávidas morrem por causa de anestesia tóxica?

Hammouchi, diretor da Polícia Nacional e dos Serviços Secretos Internos, deveria ter prevenido a explosão social, e não contribuir para ela. As manifestações pacíficas multiplicam-se em Rabat, Casablanca, Tânger e Meknès, lideradas por jovens sem esperança no futuro.
As exigências? Trabalho, saúde, educação e dignidade.
A resposta? Apenas repressão: detenções, restrições e violência excessiva.

Ativistas como Farouk Al-Mahdaoui, Amine Qobti e Aziza Ibnouizi foram presos, num silêncio oficial preocupante. O defensor dos direitos humanos Mohamed El-Ghouloussi expressou profunda preocupação: a corrupção continua generalizada e o Estado combate vozes livres em vez de perseguir os ladrões de dinheiro público.


Meios de comunicação oficiais: instrumentos do poder

A imprensa independente em Marrocos não está bem.
Os jornais e canais são financiados pelo Estado e funcionam como porta-vozes do regime, não como um quarto poder independente. Jornalistas verdadeiros são impedidos de trabalhar, perseguidos, ameaçados e até presos.


Tragédia em Agadir: 10 mulheres grávidas morrem por causa de anestesia tóxica

Um símbolo do colapso do sistema de saúde. Nenhum responsável foi punido. A vida humana tornou-se barata.


Economia em crise


Educação e Saúde: colapso total


Crise no palácio real

Relatórios não oficiais apontam para tensões entre o príncipe herdeiro Moulay Hassan e o seu tio, o príncipe Rachid. A questão impõe-se: o Marrocos continua a ser uma monarquia executiva ou está a transformar-se num verdadeiro Estado policial?


A memória do Rif

No 104º aniversário da República do Rif, regressam simbolicamente os protestos no norte. O Hirak de 2016 não morreu — apenas espera o momento certo para renascer.


Conclusão do artigo

O Marrocos não é uma quinta e os marroquinos não são escravos.
Se os dirigentes não trouxerem soluções, o povo imporá as suas.

Exit mobile version