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**O editor-chefe Dr. Ezzat El Jamal escreve: Exigimos que o presidente russo Vladimir Putin prenda o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky – um teste de força e o colapso da justiça internacional

No mundo atual, o direito internacional parece ser apenas tinta no papel, enquanto a justiça é aplicada conforme o poder do dinheiro, das armas e da influência política.

Imagine – apenas imagine – que o presidente russo Vladimir Putin decida prender o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e levá-lo a Moscovo para ser julgado pela justiça russa.

Este não é um cenário de desejo, mas um espelho que expõe a hipocrisia dos padrões internacionais e coloca o mundo diante de uma questão decisiva:
Existe justiça internacional real ou o direito internacional tornou-se um instrumento para oprimir os fracos e glorificar os poderosos?

Trump e os Estados Unidos: o modelo do duplo critério

A história dos Estados Unidos está repleta de intervenções diretas e indiretas em outros países: golpes de Estado, sanções, perseguições judiciais a presidentes.

Donald Trump, direta ou indiretamente, insinuou esse poder. No entanto, o Conselho de Segurança e a ONU reagiram lentamente, deixando clara uma mensagem:
a justiça internacional é aplicada de acordo com o poder dos Estados, não com a lei.

Segurança nacional russa e soberania

Do ponto de vista de Moscovo, a Ucrânia deixou de ser apenas um país vizinho para se tornar uma ameaça direta à segurança nacional russa:

  • Expansão da OTAN para o Leste
  • Bases militares e de inteligência ocidentais junto às fronteiras russas
  • Armamento contínuo e apoio político do Ocidente

A lógica usada pelos EUA no Iraque e no Afeganistão torna-se crime internacional quando adotada pela Rússia.

Reações internacionais esperadas

Conselho de Segurança
A Rússia possui poder de veto. Qualquer resolução será bloqueada, revelando a fragilidade do sistema internacional.

Nações Unidas
Declarações de condenação, algumas iniciativas diplomáticas e depois o silêncio. Uma instituição simbólica ao serviço dos poderosos.

Europa
Condenações formais e sanções limitadas. As grandes potências evitarão confronto direto por medo de escalada militar e crise energética.

As verdades chocantes

O que os EUA fazem chama-se “promoção da democracia”.
O que Israel faz chama-se “direito à autodefesa”.
O que a Rússia pensa em fazer torna-se uma “ameaça à ordem mundial”.

A ONU observa.
O Conselho de Segurança bloqueia.
O direito internacional é moldado pelos interesses dos mais fortes.

Conclusão filosófica

Este cenário revela uma verdade dura:
Não há justiça sem poder.
Não há lei sem equilíbrio.
Não há soberania real num mundo decidido em Washington e validado por Tel Aviv.

A justiça internacional tornou-se um espetáculo dos poderosos.

Putin: um César sem decisão?

Se a Rússia é uma potência global, por que não tomou a decisão final?
Fraqueza? Prudência? Limites impostos pelos EUA?

Putin é apresentado como um novo César, mas:

  • Não mudou o sistema internacional
  • Não impôs uma nova legitimidade
  • A Rússia continua cercada e pressionada

Um César sem coroa, atuando à margem de uma ordem global dominada por outros.

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