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O editor-chefe, Dr. Ezzat Al-Gamal, escreve: Líbia entre a ambição de Saif al-Islam e o conflito dos centros de poder… quem impede o nascimento do Estado?

A Líbia hoje não é apenas um país… é um espelho de um passado que ainda não foi apagado e o eco de um futuro que continua a se formar entre o caos das armas e as divisões políticas.
Em cada esquina e em cada rua, a nostalgia se mistura ao medo, a esperança à dúvida, como se a própria história observasse os passos do povo líbio.

No centro desse turbilhão, o nome de Saif al-Islam Gaddafi permanece presente, não apenas como filho de um antigo líder, mas como símbolo de um projeto que não nasceu, um sonho de Estado centralizado e uma voz que ainda não foi ouvida.

Cada menção ao seu nome, cada hipótese de seu retorno, incomoda forças vigilantes e levanta grandes perguntas:
Quem tem o direito de liderar a Líbia?
E quem teme o nascimento de um Estado real?

O leitor aqui não lê sobre uma pessoa, mas sobre um conflito de projetos, sobre a própria Líbia e sobre o futuro que a aguarda.

Saif al-Islam Gaddafi… o homem é temido a ponto de ser eliminado?

Na Líbia, os nomes não morrem facilmente, e as histórias não terminam com a queda dos regimes.
Saif al-Islam permaneceu por anos como um dos nomes mais controversos entre os líbios: para alguns, herdeiro de uma fase encerrada; para outros, um projeto de retorno a um tempo diferente.

A pergunta que sussurra nas ruas há anos é:
o homem esteve realmente ameaçado a ponto de seu fim ser uma eliminação política?

Para seus apoiadores, ele representava o “projeto da Líbia de amanhã”; para seus adversários, o “fantasma do passado”. Viveu longe dos holofotes, reorganizando suas cartas, enquanto seus próximos o descreviam como um político que se preparava para voltar pelas urnas, não pelas armas.

Por isso, muitos observadores consideram que a simples possibilidade de seu retorno já era suficiente para alarmar várias partes, dentro e fora da Líbia.
O homem que sobreviveu à guerra, à prisão e a perseguições internacionais continuou sendo um elemento difícil numa equação ainda instável.

Em países de transição frágil, o conflito não é apenas pelo poder, mas por quem detém o direito ao futuro.

A crise líbia nunca foi apenas um conflito de pessoas, mas uma disputa sobre a forma do próprio Estado.

Quando o nome retorna pelas ruas, não pela política

Em cidades como Bani Walid e outras regiões onde a corrente gadafista ainda tem presença social, o nome de Saif al-Islam continua capaz de mobilizar sentimentos contraditórios: nostalgia para uns, rejeição para outros.

Não se trata apenas de uma pessoa, mas de uma pergunta maior:
que tipo de Estado os líbios querem?

Quem perderia se Saif al-Islam retornasse à disputa?

Longe das teorias não comprovadas, a questão política central permanece:
quem seria prejudicado se Saif al-Islam retornasse como um forte candidato eleitoral?

Na Líbia atual, o conflito não é apenas entre candidatos, mas entre projetos de poder armado.
Forças que construíram sua influência sobre milícias, armas e apoios externos veriam uma eleição real ameaçar equilíbrios criados pela força e não pelas urnas.

Por isso, muitos veem que o temor não era do homem em si, mas da ideia de seu retorno via eleições, pois o voto redefine a legitimidade e ameaça centros de poder que nunca nasceram do sufrágio.

Conclusão política

A pergunta não é:
Saif al-Islam governaria?

Mas sim:
existem forças que temem qualquer eleição capaz de produzir um presidente forte fora do sistema das armas e dos acordos?

Na Líbia, o conflito real não é entre pessoas, mas entre dois projetos:
um Estado unificado pelas urnas, ou a permanência da divisão e do poder armado.

A Líbia está hoje diante de uma encruzilhada histórica:
ou a ideia de Estado vence, ou continua o governo do caos disfarçado por slogans.

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