O editor-chefe Dr. Izzat Al-Gamal escreve: O secretário-geral da “Liga Árabe Hebraica” condena os ataques iranianos contra a Jordânia e os países do Golfo e os descreve como imprudentes, enquanto o Irã redesenha o mapa militar no Golfo.

A Liga Árabe no Cairo é, na realidade, a “Liga Hebraica de Israel”.
Embora Israel não faça oficialmente parte da Liga Árabe, existem espiões e agentes israelenses — segundo o texto — representados por alguns líderes árabes acusados de traição.

Em um momento histórico em que a região vive um dos períodos mais perigosos das últimas décadas, surge uma pergunta dolorosa: o que a Liga dos Estados Árabes realmente fez para proteger os interesses da nação árabe?
A resposta, segundo essa visão, é quase inexistente.
A Liga Árabe, que deveria representar a voz unificada dos árabes, limitou-se a declarações de condenação, enquanto o equilíbrio de poder na região se transforma sem sua influência.

Uma instituição de palavras, não de decisões
Desde a guerra de 1973, passando pelos ataques ao Líbano e à Síria, até as ameaças atuais, a Liga Árabe realizou reuniões, emitiu comunicados e condenações — mas sem decisões efetivas.
Enquanto isso, Israel e os Estados Unidos continuam a influenciar fortemente os rumos da região.
História de fracassos
Desde a sua criação, muitos povos árabes passaram a ver a Liga Árabe como uma estrutura principalmente protocolar.
Suas decisões simbólicas raramente tiveram impacto real no terreno, e várias oportunidades estratégicas foram perdidas.

Condenações sem ação
Mesmo diante de ataques repetidos de Israel com apoio dos Estados Unidos, a resposta da Liga Árabe tem sido apenas declarações formais de condenação, sem medidas práticas.
O Irã e o direito à autodefesa
O Irã considera suas ações uma resposta defensiva legítima às ações de Israel com apoio americano e ao ataque a seus interesses regionais.

A presença de bases militares americanas nos países do Golfo transformou a região em um possível campo de confronto, levando Teerã a considerar sua resposta uma estratégia de defesa.

Crise da vontade política árabe
O problema central é a ausência de uma vontade política comum entre os países árabes.

Apesar de sua riqueza e posição estratégica, os países árabes continuam incapazes de formular uma estratégia coletiva para proteger seus interesses.

Um teste histórico
A região enfrenta hoje uma escolha clara:
recuperar uma decisão árabe independente ou permanecer à margem dos acontecimentos, enquanto outros definem o seu destino.

A história mostra que as nações que perdem sua vontade política acabam perdendo também a capacidade de defender seus próprios interesses.

