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O editor-chefe Dr. Ezzat Al-Jamal escreve: A queda da ilusão da proteção americana no Oriente Médio — os árabes descobrem a verdade após 36 anos

Durante mais de trinta e seis anos, o mundo árabe viveu sob uma grande ilusão: as bases militares americanas espalhadas pelo Golfo e pelo Oriente Médio eram apresentadas como um escudo de proteção para a segurança dos países árabes.

Essa convicção dominou o pensamento árabe por décadas. Centenas de bilhões — até trilhões — de dólares foram gastos em acordos militares e investimentos ilusórios, enquanto as verdadeiras causas árabes, especialmente a questão palestina, permaneceram sem solução real ou proteção efetiva.

Hoje, com a escalada dos acontecimentos na região, a realidade torna-se clara: as bases americanas não protegiam os árabes, mas sim os interesses dos Estados Unidos, a segurança de Israel e da entidade ocupante.

Após décadas de confiança na proteção americana, os árabes descobriram que eram eles próprios que protegiam essas bases e interesses americanos, enquanto seus recursos financeiros serviam às estratégias de outros.

O ex-presidente americano Donald Trump revelou essa realidade aos líderes do Golfo ao ameaçá-los dizendo: “Bombardeiem o Irã ou queimarei o vosso petróleo”, deixando claro que essa guerra seria deles e que os Estados Unidos não lutariam por muito tempo em seu lugar.

A escalada revelou a fragilidade da dependência americana e expôs a ilusão vivida pelos árabes durante 36 anos. As bases americanas nunca foram um verdadeiro escudo defensivo, mas parte de uma rede de interesses que beneficiava Washington e Israel.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos recusaram proteger petroleiros no Estreito de Ormuz por medo de ataques à sua frota, demonstrando os limites do poder americano e sua incapacidade de enfrentar diretamente um conflito sem apoio regional.

No meio da crise, o Irã anunciou, através da Guarda Revolucionária, que permitiria a livre passagem de navios no Estreito de Ormuz aos países que expulsassem os embaixadores de Israel e dos Estados Unidos. Essa decisão indicou não apenas um gesto diplomático, mas uma demonstração de força estratégica iraniana.

Diversos países começaram a adotar essa posição, incluindo Espanha, África do Sul, Colômbia, Chile, Noruega, Argélia e Irlanda, sinalizando uma mudança no clima internacional em relação às políticas israelenses e sua ligação com os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, Trump tentou atribuir a responsabilidade aos seus conselheiros, especialmente Jared Kushner e Steve Witkoff, alegando ter recebido informações incorretas sobre o Irã, o que evidenciou fragilidade na liderança americana.

Militarmente, o cenário apresenta indicadores alarmantes sobre a limitação das opções americanas: possível vitória iraniana, fracasso dos objetivos de guerra, retirada humilhante, escalada nuclear ou um conflito prolongado com consequências globais graves.

O Irã continua lançando ondas de mísseis no que chama de “Promessa Verdadeira 4”, enviando uma mensagem clara de que o poder americano não é absoluto. Até agora, Teerã não respondeu aos mediadores enviados por Trump, reforçando a independência da decisão iraniana.

Todos esses acontecimentos revelam uma verdade clara: os Estados Unidos não são a força invencível que muitos acreditavam. Após décadas de ilusão, o mundo árabe desperta para uma realidade diferente.

O que ocorre hoje representa um momento decisivo na história regional. A região começa a compreender que sua segurança não pode depender apenas de alianças externas, mas exige uma visão independente e uma cooperação árabe real.

Este é um momento de revisão profunda da política árabe, após décadas de confiança em uma proteção que muitos agora consideram ilusória.

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