السلطة الرابعة

Diretor Editorial do Jornal Al Youm Al Sabea Al MaghribiaDr. Ezzat Elgamal escreve:Mohammed VI… 63 anos de idade e 27 anos de uma caminhada na construção de um novo Marrocos

No Dia da Juventude… um Rei que transformou o serviço à Pátria num projecto e o futuro numa causa nacionalNo dia 21 de agosto, Marrocos não celebra apenas o aniversário do seu Rei, nem o Dia da Juventude passa como uma simples ocasião protocolar. É um momento em que o país olha para uma etapa que resume a relação entre um homem e uma nação, entre um Rei e o seu povo, e entre uma geração inteira e um projecto nacional que se transforma ano após ano

.Neste dia, Marrocos celebra o 63.º aniversário de Sua Majestade o Rei Mohammed VI e mais de 27 anos desde a sua ascensão ao Trono, em 1999.Mas os números, por si só, não contam toda a história.63 anos de vida… e 27 anos de responsabilidade.Durante 27 anos, o Rei assumiu um projecto que não significou apenas a continuidade do passado, mas também uma tentativa de preparar Marrocos para os desafios do século XXI.Por isso, o Dia da Juventude não é apenas o aniversário do Rei

.É, no seu verdadeiro significado, o Dia de um Marrocos que pretende construir o seu futuro através da sua juventude.

Mohammed VI… quando a idade se transforma em memória nacionalHá Reis que governam durante anos, e há Reis cujos anos de reinado passam a fazer parte da memória de uma nação.Depois de mais de um quarto de século no Trono, o Rei Mohammed VI tornou-se uma parte essencial da imagem do Marrocos moderno, tanto no interior como no exterior do país.Desde 30 de julho de 1999, começou um novo capítulo na história do Reino de Marrocos.Naquela época, o país enfrentava importantes desafios sociais e económicos, enquanto o mundo entrava também numa nova fase: globalização acelerada, revolução tecnológica, transformação da economia mundial e profundas mudanças nas relações internacionais.A pergunta era:Como poderia Marrocos preservar a sua identidade e estabilidade e, ao mesmo tempo, entrar com força num mundo novo?A resposta não era simples.Mas começou com um projecto de longo prazo.Um projecto baseado na estabilidade, no desenvolvimento, na modernização das infraestruturas, na atração de investimentos, na abertura para África e no reforço da presença internacional de Marrocos.Hoje, depois de 27 anos, podemos olhar para essa caminhada a partir de uma realidade clara:Marrocos já não é o mesmo país que era no início do novo milénio

Um Rei ligado à juventude… porque a juventude é o futur

Não é por acaso que o aniversário do Rei coincide com o Dia da Juventude.A juventude não é apenas uma faixa etária em Marrocos.A juventude é a grande pergunta sobre o futuro.Sem jovens bem formados, qualificados, capazes de trabalhar, criar e inovar, nenhum projecto nacional pode alcançar plenamente os seus objectivos.Por isso, as questões relacionadas com os jovens, a educação, a formação profissional e a integração económica e social tornaram-se elementos fundamentais do debate sobre o futuro do Reino.E aqui digo:Um Rei cujo aniversário é celebrado no Dia da Juventude deve ser avaliado não apenas pela idade, mas também pelo futuro que deixa para as novas gerações.E essa é a equação mais difícil.

O Marrocos das estradas, dos portos e dos comboiosQuando falamos do reinado de Mohammed VI, não podemos ignorar a grande transformação das infraestruturas marroquinas.Autoestradas.Portos.Aeroportos.Projectos ferroviários.Zonas industriais.Projectos de energia.E o desenvolvimento da posição de Marrocos como ponte entre a Europa, África e o mundo árabe.O Porto de Tanger Med tornou-se um dos símbolos mais importantes desta visão.Marrocos já não pretende ser apenas um mercado.Pretende ser uma plataforma de produção, exportação e ligação entre continentes.E aqui está a importância da geografia marroquina.O Oceano Atlântico de um lado.O Mar Mediterrâneo do outro.O Estreito de Gibraltar.A proximidade da Europa.E a profundidade africana.Esta geografia, que sempre foi uma bênção natural, transformou-se progressivamente numa ferramenta estratégica e económica.

De Tânger para África… Marrocos amplia a sua presençaTalvez uma das transformações mais importantes durante o reinado de Mohammed VI tenha sido o regresso forte de Marrocos ao seu espaço africano.Marrocos já não olha para África apenas como um espaço económico.Olha para África como parte da sua identidade estratégica.Investimentos.Bancos.Telecomunicações.Projectos agrícolas.Cooperação religiosa e cultural.E parcerias económicas.Marrocos movimenta-se no continente através da economia, mas também através da cultura, da diplomacia e da cooperação Sul-Sul.Esta transformação fez de Rabat um actor cada vez mais presente nos assuntos africanos.

O Saara marroquino… uma batalha diplomática que continuaNão é possível escrever um artigo sobre o Rei Mohammed VI sem abordar a principal questão nacional de Marrocos:O Saara marroquino.Esta questão permanece há décadas no centro da política marroquina, mas os últimos anos testemunharam uma dinâmica diplomática significativa em torno dela.Marrocos trabalhou para construir uma rede de relações internacionais e apoios à sua posição, associando a questão nacional ao conceito de soberania e integridade territorial.Na minha opinião, um dos elementos mais importantes da política marroquina nesta fase foi a passagem da simples defesa da posição para uma tentativa de consolidar o reconhecimento internacional através da diplomacia e de parcerias estratégicas.É uma batalha longa.Não é uma batalha de um único comunicado.Nem de uma única decisão.É uma batalha de resistência e visão de longo prazo.

Marrocos… uma potência suave que avança em silêncioA força nem sempre está no tamanho de um exército.Nem sempre está no número de mísseis.Existe outro tipo de força:O poder de influência.Cultura.Desporto.Turismo.Diplomacia.Investimento.História.Identidade.Marrocos possui muitos desses elementos.De Marraquexe a Fez.De Tânger ao Saara.Da gastronomia marroquina ao artesanato.Do futebol ao cinema e à cultura.Tudo isso tornou-se parte da imagem de Marrocos no mundo.

O futebol… quando o desporto se tornou uma imagem de MarrocosÉ impossível falar do Marrocos moderno sem falar de futebol.A extraordinária campanha da selecção marroquina no Mundial de 2022, no Qatar, não foi apenas um resultado desportivo.Transformou-se num momento nacional, árabe e africano sem precedentes.A chegada de Marrocos às meias-finais do Mundial colocou o Reino numa posição diferente no mapa desportivo mundial.E a preparação para o Mundial de 2030, em parceria com Espanha e Portugal, dá ao desporto uma nova dimensão económica, turística e diplomática.Aqui aparece outra visão:O desporto não é apenas um estádio.O desporto tornou-se economia.Turismo.Infraestruturas.Imagem internacional.E poder de influência.

Marrocos quer tornar-se uma potência de investimentoDurante o reinado de Mohammed VI, a atração de investimentos tornou-se um dos principais pilares do projecto económico marroquino.Indústria automóvel.Aviação.Energias renováveis.Indústrias orientadas para a exportação.Turismo.Logística.Estas transformações contribuíram para tornar Marrocos mais integrado nas cadeias globais de produção.Mas a economia não é apenas números.A verdadeira economia é:O jovem consegue encontrar emprego?A família consegue viver com dignidade?O cidadão recebe uma boa educação?Recebe cuidados de saúde adequados? Aqui começa a fase mais difícil.

O Rei e o cidadão… o verdadeiro testeCelebrar as conquistas não significa ignorar os desafios.E um artigo que pretende permanecer na história não pode ser apenas um poema de elogios.Por isso digo claramente:Marrocos alcançou muito, mas ainda tem muito para alcançar.O maior desafio não é apenas construir estradas e portos.O verdadeiro desafio é fazer com que o cidadão marroquino sinta que o desenvolvimento chegou à sua casa.Que o jovem sinta que o seu futuro não está necessariamente fora do seu país.Que o trabalhador sinta que o seu salário lhe permite viver com dignidade.Que o cidadão da aldeia tenha oportunidades semelhantes às do cidadão da cidade.Que a saúde, a educação e o emprego sejam direitos que o cidadão realmente sente no seu quotidiano.E é aqui que começa a próxima etapa.

Mohammed VI… e uma nova fase de

responsabilidade27 anos de reinado significam que Marrocos entra numa fase diferente.A geração que era criança quando o Rei subiu ao Trono é hoje jovem ou já está na meia-idade.Esta geração não conheceu outro Rei.Cresceu acompanhando o projecto de Mohammed VI.Estudou nas escolas de Marrocos.Viveu as transformações do país.Viu as estradas, os portos e os comboios.Viu Marrocos no Mundial.E viu o seu país avançar em África e no mundo.Agora essa geração pergunta:“E depois?”Essa é a verdadeira pergunta que Marrocos deverá enfrentar nos próximos anos.

O futuro não se constrói apenas com o passadoO passado é importante.As conquistas são importantes.Mas os países não vivem apenas das conquistas anteriores.Cada geração exige o seu direito ao futuro.Por isso, o desafio de Marrocos não é apenas preservar aquilo que foi alcançado, mas acelerar aquilo que ainda não foi alcançado.Educação..Saúde..Emprego.Habitação.Justiça social.Água.Energias renováveis..Transformação digital..Inteligência artificial.Economia verde..Estes não são assuntos secundários..São as batalhas de Marrocos para o futuro.

Dia da Juventude… não é apenas uma celebração da idade, mas uma celebração do futuroE aqui volto ao significado desta ocasião.Por que razão este dia é chamado Dia da Juventude?Porque a juventude é o futuro

.E porque o futuro de qualquer país não é construído apenas pelo seu passado, por mais grandioso que seja.É construído pelos seus filhos.Nesta ocasião, a celebração deve transformar-se numa mensagem:Jovens marroquinos, vocês não são convidados no futuro… vocês são aqueles que irão construí-lo.É esta mensagem que torna o Dia da Juventude muito mais do que uma ocasião nacional.É um encontro com o futuro.

Um Rei aos 63 anos… e Marrocos numa nova etapaA 21 de agosto de 2026, o Rei Mohammed VI celebra o seu 63.º aniversário.Mas por trás desse número existe uma história muito maior.Uma história de 63 anos de vida.

27 anos de reinado.E um Marrocos que se transformou profundamente durante estas décadas.E no Dia da Juventude deste ano, uma nova etapa começa.O verdadeiro desafio não é apenas construir um novo projecto ou uma nova estrada ou um novo porto.É construir um novo cidadão marroquino:Educado.Produtivo.

Confiante.Criativo.Competitivo.E capaz de ver o seu futuro dentro da sua própria Pátria.Porque um Estado forte não é apenas um Estado que possui estradas e portos.Um Estado forte é aquele que faz o seu cidadão acreditar que o futuro pode ser melhor do que o passado.

Mohammed VI… o homem da sua época e o Marrocos do futuroOs historiadores poderão divergir um dia na avaliação de alguns aspectos da era de Mohammed VI.

As opiniões podem também divergir sobre determinadas políticas.Isso é natural na vida das nações.Mas é difícil negar que Marrocos, ao longo de mais de um quarto de século, passou por profundas transformações económicas, estratégicas, urbanas e diplomáticas.A pergunta agora não é apenas:“O que foi alcançado? ”Mas:“O que queremos alcançar?”Aqui começa a responsabilidade da nova fase.Marrocos possui uma localização estratégica..Possui história..Possui estabilidade.Possui recursos humanos..Possui juventude.

Possui relações internacionais.Possui potencial económico.O desafio é transformar todos esses elementos numa força marroquina integrada.

Uma mensagem do Dia da Juventude para o futuroNeste Dia da Juventude, digo:Majestade o Rei Mohammed VI,63 anos não são apenas um número.27 anos não são apenas anos de reinado.São anos da história do Marrocos moderno.

E hoje, enquanto Marrocos se encontra à porta de uma nova etapa, o maior feito não deverá ser apenas construir um novo projecto, uma nova estrada ou um novo porto.Deverá ser construir um novo ser humano marroquino:

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